Já estavam bem distantes,
Quixote, Juarez e Sancho,
Do sítio da Inês,
Origem de todas as aventuras.
Dom Quixote ia calado, imerso em pensamentos
De suas andanças e batalhas lembrava-se,
Os perigos vividos, as donzelas salvas,
Completamente mudo e ranzinza.
Sancho Pança não entendia,
A tristeza do cavaleiro,
Proseava animado,
Com seu caprino companheiro.
Contava os causos, as estranhas estórias,
O pano de fundo de suas aventuras,
Juarez estava mais do que interessado,
Riam até gargalhar.
Contou das trapalhadas às surpresas,
Do moinho-gigante à doce Dulcinea,
E o encontro com o cavaleiro,
Num distante vilarejo.
Estava comendo, fazendo jus ao nome,
Na taberna chegou empoeirado e faminto,
Um estranho cavaleiro,
Dom Quixote era seu nome.
Penalizado, Sancho ajudou o desconhecido,
Dom Quixote só ouvia,
A boca estava atarefada demais,
Com os pratos que comia.
Depois de cheio e aquecido,
Contou de seus sonhos,
A vontade de correr o mundo,
Ajudando desconhecidos.
Sancho logo se empolgou,
Uma chance de fazer o bem,
Conhecer outros lugares,
E viver grandes aventuras.
Fecharam o acordo,
Escudeiro seria,
Sancho Pança,
E dom Quixote de La Mancha.
E assim correram o mundo,
Até encontrarem o sitio,
E o amigo cabrito,
E agora iam, a rir pela estrada.
A pedido da Ly, do blog Divino Se Não Fosse Humano.




