
Era mais uma noite,
No sitio da Inês,
Lar de Juarez,
O cabrito Montês.
Hoje o velho do rio,
Cheio de “causos” e estórias,
Iria contar mais uma delas
Sobre piratas que viviam pelo córrego.
O córrego do sitio era um lugar curioso,
Cheio de mistérios e aventuras,
Iludia seus observadores,
Pequeno porém um gigante.
Em suas águas navegam canoas,
Veleiros e grandes navios,
Cada um com seu destino certo,
No fantástico mundo de Juarez.
Mas como em todo lugar,
Havia seus problemas,
Piratas espanhóis ferozes,
Era esse o “causo”.
Contava o velho do rio,
Certa vez navegando por aquelas águas,
Transportando um grande tesouro,
Fora atacado pelos piratas,
Seu capitão era conhecido,
“Perneta” era seu apelido,
Ninguém sabia seu nome,
Mas muito terror trazia a reboque.
Atacou o pobre navio,
Mas não contava com uma surpresa,
Sabedor dos piratas,
O velho do rio se preparara.
Ao invés de um pacato mercante,
Deparou-se, o pirata,
Com canhões e espadas,
Foi uma luta acirrada,
Após horas de luta,
Venceu o mercante,
Saiu humilhado,
O “grande” pirata.
O velho entregou o tesouro,
Ao seu legítimo dono,
Foi-se embora então,
De volta para casa.
Juarez curioso não se conteve,
“O que era tão valioso tesouro?”, perguntou,
“A biblioteca de Alexandria”, respondeu o velho,
O maior tesouro que um homem pode ter.
Juarez ficou satisfeito com a descoberta,
Foi-se embora para casa,
Pensativo, “piratas e Eldorado”,
O que iria acontecer em breve?







