
Já era a tarde,
Quando Juarez e seus amigos,
Venceram a montanha,
Cansados mas exultantes.
Lá do alto avistavam todo o vale,
Onde se situava o sítio da Inês,
Mas também a caverna da menina Iara,
E muitas outras cavernas também.
Graças ao francês doido,
E ao velho da estrada,
Sabiam onde procurar,
E logo encontraram.
Uma caverna não muito grande,
Mas aparentemente profunda,
O velho marinheiro logo sacou de sua lanterna,
E se puseram a explorar.
De cara encontraram vestígios do pirata,
Espada e uma velha bandeira,
Carcomida pelo tempo,
O que outras surpresas encontrariam?
Viram logo que a tarefa não seria fácil,
Pois sem um mapa,
Seria difícil,
Mas concluíram que alguma pista havia de existir.
E assim se deu,
Foram encontrando indícios,
Ao longo das galerias,
Onde estalactites povoavam o teto.
Após algum tempo,
Viam uma luz lá no fundo,
Iluminando uma grande sala,
Onde repousava um poço de águas límpidas.
Para a surpresa de todos havia ainda um esqueleto,
Ainda com suas pistolas na cintura,
Seria, então, o velho pirata barba verde,
Em seu último jazigo.
Ao lado dele uma grande arca,
Trancada,
Quanta emoção envolveu o grupo de aventureiros,
Enfim o tesouro.
O velho se aproximou solene,
Fez uma breve oração,
E, ao abrir a arca, se deparou,
Com um grande livro e um bilhete.
“Ao feliz aventureiro que encontrou este tesouro”, dizia,
“O maior tesouro que podemos ter é o conhecimento”, continuava,
“Este é um grande livro”,
“De onde muita sabedoria poderá emanar”.
“Aqui estão escritos todos os ensinamentos”,
“Que coletei ao longo de minha vida”,
“E outros de muitos sábios”,
“De muitas eras, que vieram me visitar”.
O velho marinheiro ficou muito contente,
Assim como Juarez e o Saci,
Conhecimento é um bem precioso,
Que precisa ser cultivado e ensinado.
Retornaram pelo caminho que vieram,
Faceiros e ansiosos,
Para levar logo aquele livro,
E divulgar o que continha.
Juarez, o saci e o velho marinheiro,
Agora remoçado,
Para o sítio da Inês,
Lar de Juarez.