Posts de Fevereiro, 2006

Taxa descabida

Fevereiro 28, 2006

Estava lá eu assistindo ao Jornal da Band (esse eu faço propaganda de grátis) quando sou supreeendido pela notícia bizarra que se segue:

“O Brasil vai instituir uma taxa de US$ 2,00, paga por passagem aérea internacional comprada, para ajudar a combater a pobreza mundial”.

Essa taxa foi acertada seguindo o exemplo Francês. De qualquer forma, US$ 2,00 pode parecer pouco mas pelas contas do citado Jornal o valor arrecadado pode chegar à US$ 12 milhões anuais. Isso mesmo, doze milhões de doletas. Continua parecendo pouco, diante do desafio gigantesco que é a erradicação da pobreza mundial. O mais bizarro é que esta taxa tem que ser submetida ao congresso nacional, que em ano eleitoral levará milênios para chegar a uma conclusão, MAS o governo estará já destinando o valor estimado dentro das contas nacionais, que são uma zona.

Tem caroço nesse angu….. Pra mim é mais uma forma descarada de financiar a campanha petista. Sem contar que já temos pobres suficientes sem precisar ajudar os dos outros.

Notícias do front

Fevereiro 28, 2006

Como avisei aqui, desde o dia 1° de janeiro venho sofrido de tonturas e vertigens. Diagnosticado, inicialmente, como uma crise de labirintite, depois de 55 dias, 8 médicos e 3 exames completos, descobri que NÃO tenho labirintite.

A notícia boa é que com a suspensão dos remédios específicos meu humor voltou ao normal, estava tendo ataques psicóticos que quase me levaram as barras da lei.

A notícia ruim é que a causa é outra, ainda não se sabe qual (vai desde estresse extremo à transtorno do pânico) e esta semana tenho que procurar um neurologista.

Por isso queridos amigos as vezes deixo de visitá-los e peço desculpas por isso, mas estou voltando ao ritmo normal.

Curtas carnavalescas

Fevereiro 28, 2006

1) O PIB brasileiro foi o segundo pior da América Latina só superando o do Haiti. Como o Haiti é uma zona podemos concluir que o nosso crescimento foi o pior mesmo. Dizem as más linguas que o cresimento médio do PIB brasileiro, sob tacão petista, foi muito melhor que a era FHC. Discordo, pelos dados do IBGE que levantei temos:

1° Reinado FHC: PIB médio de 2,58%
2° Reinado FHC: PIB médio de 2,09%
Acumulado médio FHC: 2,34%
1° (e espero que único) Reinado PT: PIB médio de 2,30% (3 anos não quero nem pensar no que vai acontecer em 2006)

2) O superávit primário de janeiro deste ano caiu 73% se comparado ao mesmo mês de 2005. O superávit primário é a receita menos despesa, excluindo-se o gasto com juros. Considerando a abertura de torneira federal, por conta das eleições, não era de se espantar.

3) E o Zé Dirceu, provavelmente influenciado pelos eflúvios momescos, vai protocolar um recurso, no STF, para reaver o mandato. Provavelmente deve considerar que o Nelson Jobim vai dar uma mãozinha. A conferir.

Nada mudou

Fevereiro 28, 2006

E na calada do carnaval lá vem outro aumento de combustíveis.

É dando que se recebe

Fevereiro 28, 2006

Pois é, coincidentemente, os bancos, cujos lucros foram estratosféricos no período petista, se tornaram os principais doadores do PT. De acordo com a Folha On Line, as doações aumentaram cerca de 1.000% no período de 2002 até agora.

Coincidência?

Resenha curta e grossa

Fevereiro 27, 2006

Ontem à tarde fui ver a nova versão da “Pantera Cor de Rosa”. Impagável. Demais. Engraçado pra cacete. Tem duas cenas de rolar de rir. O interessante é que antes passaram a prévia do remake do “Destino do Poseidon”. Assim como na música re-editar velhos sucessos parece ser a tônica também no mundo do cinema.

Oásis musical

Fevereiro 25, 2006

Depois dos Rolling Stones e do U2 agitarem a galera chegará ao Brasil, para show no próximo dia 15/03, a banda inglesa Oasis. Bom, considerados como os sucessores dos Beattles (credo cruz!!), eles devem estar aproveitando a onda dos brasileiros de gastar dinheiro (tá no caso Stones foi gratuito mas e daí?) com supérfluos. Nunca ouvi uma música deles então só posso concluir que estão micadaços por lá e vieram tirar nossas ricas reservas cambiais. E pelo que sei um dos irmãos é o supra-sumo do babaca, metido a valentão, do tipo de cara que seria muito legal encher de porrada.

Quantas e quantas vezes ficava rezando pela vinda das bandas que curtia quando gurizão e nada… agora qualquer zé mané vem aqui e, pior, deita e rola.

Pelo que soube a lista de pedidos é estranha e muito parecida com a dos Stones. 1.500 toalhas de rosto de legítimo algodão egípcio; 15 belas muchachas para cada um dos integrantes da entourage; nachos, tacos e tequila para petiscarem enquanto esperam o show e querem conhecer nossa capital, Buenos Aires.

Panis et Circenses

Fevereiro 23, 2006

Uma estranha combinação de ano eleitoral, carnaval atrasado e copa do mundo……

Orkut, Katilce e U2

Fevereiro 23, 2006

Para os quem acham o Orkut interessante e bacana leiam este artigo do site Millenium. Faz algumas considerações óbvias sobre comunidades, recadinhos e colecionando amigos, excluindo claro o meu grande motivo de não entrar lá.

PS: Até eu já sei quem é essa disgramada dessa Katilce, caraca!

O preço das coisas

Fevereiro 23, 2006

O nosso amigo Tambosi fez um comentário a respeito da retirada da constituição do tabelamento dos juros. Fato atribuído ao (des)governo Lula. E, teoricamente para alguns, um dos ofensores ao desenvolvimento. Mas nesse ponto tenho a obrigação de tecer uma consideração.

Como qualquer produto o dinheiro também tem seu preço, o juros. Logo ele tem que ter sua flutuação e, em nível nacional, ser gerenciado de forma responsável e independente para permitir o desenvolvimento do país. Hoje, os economistas da hora, qualquer que seja o partido, nos fazem crer que os juros básicos tem que ser estratosféricos por que o país ainda não está maduro blábláblá e, então, funciona como controle de reservas cambiais, como se de uma hora para outra tudo que foi investido no país, nas duas últimas décadas, fosse evaporar.

Então pessoal, tabelar juros na constituição foi por si só uma aberração e pior, demagógica. E ainda bem que alguma alma iluminada resolveu acabar com essa bizarrice. O problema maior é a ingerência política no processo de tomada de decisão do tal COPOM.